Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata – Cactaceae): mais uma reportagem

Achei mais uma reportagem sobre a ora-pro-nobis ou carne-de-pobre, a Pereskia aculeata Mill, da família botânica Cacataceae.

É um cactos comestível, com alto teor de proteínas, de forte potencial ornamental.

A reportagem é com o pequisador da EMBRAPA Hortaliças, Nuno Madeira, e foi publicada na página do Globo Rural.

“Onde se planta, nasce. Quando cresce, serve de proteção e alimento. Repleta de flores, ainda deixa o ambiente mais bonito. Por meio da hortaliça ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), a natureza oferece múltiplos benefícios ao ser humano, o que seria motivo suficiente para a escolha de seu nome popular. Mas, conta-se que assim foi batizada pelo costume de ser colhida no quintal de uma igreja, para ser preparada para o almoço, quando o padre iniciava a reza final da missa da manhã.” [continua]

Para ler essa reportagem: clique aqui

Outro post relacionado: Flores de ora-pro-nobis

Outra reportagem, sugerida por Olete Maia, no post das flores, com receita de pão com ora-pro-nobis

Abaixo, fotos minhas, tiradas em março e abril/2012, quando a ora-por-nobis estava em plena florada!

Abraços,
Sara

Embrapa quer resgatar cultivo de hortaliças não convencionais [Blog Estágio Sítio do Herdeiros]

Do blog Estágio Sítio do Herdeiros, Embrapa quer resgatar cultivo de hortaliças não convencionais

Parte do post:

“Taióba, maxixe, serralha, ora-pro-nóbis e araruta. Atualmente, essas hortaliças são pouco conhecidas e foram praticamente descartadas da cadeia produtiva. Mas elas já fizeram parte importante da dieta dos brasileiros, no passado. De acordo com o pesquisador Nuno Rodrigo Madeira, as hortaliças não convencionais têm distribuição limitada, restrita a determinadas localidades ou regiões. Ele explica que o uso dessas espécies perdeu espaço no mercado com a urbanização da sociedade brasileira e a padronização do consumo.” [ continua]

Leia na íntegra: clique aqui

Post relacionado: Manual e Cartilha sobre Hortaliças Não-Covencionais/ Tradicionais (EMBRAPA Hortaliças e MAPA, 2010)

Abraços,
Sara

Los bosques andino-patagónicos como fuentes de alimento (RAPOPORT & LADIO, 1999)

Olá,

Segue mais uma sugestão de artigo, sobre as plantas alimentícias espontâneas, yuyos, PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencinais), dos pesquisadores Eduardo Rapoport e Ana Ladio, da Universidad Nacional del Comahue, na Argentina.

“Los bosques andino-patagónicos como fuentes de alimento

RESUMEN
Se presenta información sobre la contribución potencial de los productos no maderables provenientes del bosque para la seguridad alimentaria de los países en desarrollo. Las comunidades naturales de plantas normalmente contienen 10% de especies vasculares nativas, las cuales pueden ser comestibles. Estas especies en hábitats disturbados pueden incrementarse a 20-30%. Si sólo las malezas son consideradas la relación puede alcanzar el 30-90%. Las frecuencias de individuos comestibles obtenidas del método “punta-zapato” en bosques suburbanos de Austrocedrus chilensis en Bariloche, Argentina, registradas a lo largo de transectas, varía del 15 al 66%. La probabilidad de encontrar al menos una planta comestible en muestras aleatorias de 0.25 m2 (calculadas de n = 317 muestras) es 0.675. Esta probabilidad, calculada por hectárea, se aproxima a 1.0. En el oeste de la Patagonia el número de malezas comestibles exóticas suma más de 90 especies. La biomasa comestible promedio aprovechable en lotes vacantes de Bariloche es de 1.253 ± 392.8 kg./ha (193 muestras de 1/4 m2). Se incluye una tabla conteniendo información cuantitativa sobre frecuencias de malezas comestibles, y una lista de más de 60 plantas alimenticias nativas de los bosques de la Patagonia.
Palabras claves: plantas comestibles, bosque templado, malezas comestibles, biomasa.

Para acessar:  clique aqui (Revista BOSQUE)

Abraços e Boa Leitura!
Sara

Flores da ora-pro-nobis, Pereskia cf. aculeata, Cactaceae

Fotos das flores de ora-pro-nobis, Pereskia cf. aculeata Mill, Cactaceae

Data das fotos: 24/03/2012

Link das fotos: clique aqui

Prova de Introdução à Confeitaria: Rocambole à Brasileira

Rocambole à Brasileira

Pão-de-ló salgado: massa aerada = Prova de Introdução à Confeitaria (IFRS).

Com folhas de bertalha-coração, Anredera cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae, espécie nativa.

Data da prova: 28/11/2011

Fotos: clique aqui

Manual e Cartilha sobre Hortaliças Não-Covencionais/ Tradicionais (EMBRAPA Hortaliças e MAPA, 2010)

Olá

Compartilho um material bem recente e bastante interessante, da EMBRAPA Hortaliças e do MAPA, de 2010, sobre Hortaliças Não-Convencionais/ Tradicionais.

Cartilha: refere-se projeto realizado em MG pela EMBRAPA Hortaliças e apresentaq receitas para promover o consumo: clique aqui para baixar

Manual: refere-se mais aos sistemas de produção: clique aqui para baixar

Agradeço ao pesquisador da EMBRAPA Hortaliças, Nuno R. Madeira!

Abraços e bom proveito!

Sitio del Dr. Eduardo Rapoport

Do site/sítio:

Eduardo Hugo Rapoport

Picture Ecólogo y Escultor (Curriculum Vitae resumido)

Licenciado en Biología y Doctor en Ciencias Naturales (Universidad Nacional de La Plata, 1953 y 1956).

Actualmente: Profesor Titular y Emérito, Universidad Nacional del Comahue, CRUB e Investigador Superior del CONICET (R). Ex – Director del Laboratorio Ecotono (Depto. Ecología, UNC), Bariloche, donde trabajan unos 30 investigadores, becarios y tesistas.

Ha trabajado, anteriormente, en las Universidades de La Plata (1953-1956), del Sur (Bahía Blanca, como director del Instituto de Edafología e Hidrología (1956-1966), de Venezuela (Instituto de Zoología Tropical, 1967-1971), Fundación Bariloche (1971-1978), Instituto de Ecología e Instituto Politécnico Nacional (México, D.F., 1978-1983) y como experto de UNESCO (1974).
Ha publicado más de 100 trabajos de investigación (ver lista adjunta) e igual número de artículos de divulgación y 5 libros (estos últimos en el CNRS de París, en México, Oxford y UNESCO) en temas de biología teórica, hidrobiología, edafología, entomología, biogeografía, ecología de las invasiones y de disturbios (cambio global), ecología urbana y plantas silvestres comestibles.

Pertenece al Comité Editorial de distintas revistas especializadas de Latinoamérica y Europa.

Ha sido Presidente de la Asociación Argentina de Ecología entre 1995 y 1997.

Para continuar a ler: clique aqui

Plantas Alimentícias – Espontâneas, Não-Convencionais, Tradicionais, Yoyos…

Segundo o Rapoport (1998), das cerca de 10.000 espécies de plantas conhecidas no mundo, de 20 a 30% são comestíveis.

Esta vai ser um espaço para troca de informações/conhecimentos/saberes sobre estas plantas, fontes de nutrientes, de baixo custo, fácil manejo, mas ainda pouco conhecidas pela população.  Plantas que podem auxiliar na manutenção e garantia à Soberania e Seguranças Alimentares dos mais variados povos e etnias.

Atualmente, há uma discussão sobre a forma mais correta de as nomear; na comunidade científica da UFRGS e meios afins, são bastante conhecidas como ‘PANCs” – Plantas Alimentícias Não-Convencionais, nome esse devido à tese de doutorado do Professor Valdely Kinupp (2007).

Para outros pesquisadores, seria mais correto as chamar de Plantas Espontâneas, Plantas Tradicionais, ou outros nomes que mantivessem uma proximidade com essas espécies, de forma que os/as agricultores/as e os/as demais consumidores/as possam se apropriar desse conhecimento e fazer uso dessas plantas em sua alimentação.

Ao longo, outras opiniões e suas respectivas explicações serão postadas aqui, de forma a dar continuidade a esse e a outros debates.

Abraços,
SSM

PANCs – Tese do Valdely Kinupp (2007)

Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS

Tesedo Prof.Dr.Valdely Kinupp, orientado pela Prof.ªDra.Ingrid Barros (AGRO-UFRGS).

Baixe aqui: (10,87Mb): http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870

Resumo do autor:

Muitas espécies de plantas espontâneas ou silvestres são chamadas de “daninhas”, “inços”, “matos” e outras denominações reducionistas ou pejorativas, pois suas utilidades e potencialidades econômicas são desconhecidas. No Brasil não se conhecem estudos sobre o percentual de sua flora alimentícia e poucas espécies nativas foram estudadas em relação à composição bromatológica e avaliadas sob o aspecto sensorial e fitotécnico. Visando minimizar parte destas lacunas foi executado o presente estudo na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), Rio Grande do Sul. Realizaram-se consultas aos herbários da região e revisões bibliográficas exaustivas tanto do aspecto florístico da RMPA quanto da literatura sobre plantas utilizadas na alimentação humana. As análises bromatológicas, dos minerais e sensoriais foram realizadas de acordo com os protocolos usuais e os cultivos e manejos experimentais foram realizados dentro dos preceitos agroecológicos, em parceria com uma produtora rural. Estimou-se a riqueza florística da RMPA em 1.500 espécies nativas, sendo que 311 delas (21%) possuem potencial alimentício. Destas, 153 (49%) são acréscimos à maior listagem mundial do tema e 253 (76%) foram consumidas e ou experimentadas no presente estudo. Desta flora alimentícia foram selecionadas 69 espécies (22%) para análises dos minerais e proteínas das partes de interesse de alimentício; quatro outras espécies de grande potencial (Acanthosyris spinescens, Melothria cucumis, M. fluminensis e Vasconcellea quercifolia) tiveram suas composições bromatológica e mineral determinadas e foram caracterizadas em relação a aspectos biológicos e ou fitotécnicos e duas espécies (M. cucumis e V. quercifolia) foram avaliadas sensorialmente. Os estudos realizados mostraram o inequívoco potencial alimentício de um número significativo de espécies autóctones subutilizadas, cujo aproveitamento econômico poderá contribuir para o enriquecimento da dieta alimentar humana e o incremento da matriz agrícola brasileira e ou mundial.

Valor nutricional de las malezas comestibles (Ciencia Hoy, Vol.13, N°.76/2003)

Valor nutricional de las malezas comestibles

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Alejandro D González
CONICET y Centro Atómico Bariloche e Instituto Balseiro Rhonda Janke
Dept. of Horticulture, Forestry, and Recreation Resources, Kansas State University, Manhattan
Eduardo H Rapoport
Laboratorio Ecotono, Universidad Nacional del Comahue y CONICET

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Un maleza es ‘una planta que crece en un sitio que el hombre considera inadecuado’. Hay 10.000 especies de malezas, de los cuales entre el 20 y el 30 por ciento son comestibles.

En un artículo anterior (ver Ciencia Hoy 49:30-43, 1998) hicimos referencia a la diversidad y abundancia de algunas plantas silvestres colonizadoras, vulgarmente llamadas ‘malezas’ o ‘malas hierbas’, y explicamos cuáles son aptas para el consumo. El término maleza se ha hecho peyorativo, pero tengamos en cuenta que existen más de 2000 especies comestibles en el mundo, que muchos pueblos basan su alimentación en ellas, y hasta las cultivan y comercializan. Recordemos que la única definición que existe de maleza es la de ‘una planta que crece en un sitio que el hombre considera inadecuado’.

También existe la palabra ‘yuyo’ –que proviene del quechua yuyu, hortalizas– que tiene en la Argentina una acepción despectiva. Sin embargo, en el Perú el vocablo se aplica a las hierbas tiernas y comestibles, y en Colombia y Ecuador a las hierbas condimentarias. En este artículo rebautizamos como ‘buenezas’ a las malezas comestibles, ya que se da la paradoja de que en ciertos lugares se las combate mientras que en otros se las recolecta como alimento, y hasta se las cultiva y exporta. Por ejemplo, la bolsa del pastor –Capsella bursa-pastoris–, y los amarantos –Amaranthus spp– se exportan de Corea y Taiwán a los EEUU, país al que llegan unas 19 malezas alimenticias. Dada su demanda en restaurantes finos ya se han comenzado a cultivar 11 de esas especies en EEUU.

Un caso interesante es el de la quínoa blanca o Chenopodium album –también llamada quinhuilla en la Patagonia, quelite cenizo en México y bledo blanco en España–. En México y Japón se la vende en los mercados por sus excelentes cualidades culinarias; se la come cruda, en ensaladas, o cocida de múltiples maneras, en sopas, guisos, tartas, canelones, etc., como si se tratara de la espinaca. Según nos ha comentado un conocido chef de cocina argentino, la quínoa blanca liga mejor que la espinaca con la harina, ya que tiene menor porcentaje de agua, y es por lo tanto muy útil para fabricar tallarines verdes. Esta planta es una buena fuente de vitaminas A y C, y contiene tres veces más calcio que la leche o el queso crema, según los datos provistos por la Secretaría de Agricultura de los EEUU (USDA). Recordemos que otra maleza con alto contenido de calcio es la ortiga mayor –Urtica dioica–.

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