PANC: Brasil tem mais de 5 mil plantas comestíveis (Jornal A Voz da Serra)

Boa Tarde,

Segue uma sugestão de leitura,

Reportagem interessante sobre as PANCS (Plantas Alimentícias Não-Convencionais), postada no dia 17/02/2017, no Jornal A Voz da Serra. Imagens e texto retirados da reportagem.

Link da reportagem: clique aqui

valdelyr-knupp_0 Valdely Kinupp (Foto: Jornal A Voz da Serra)

Abraços,
Sara

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Nova Cartilha das PANCs: GVC-UFRGS!

Bom Dia!

Material Novo sobre as PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencionais) do Rio Grande do Sul bem legal, do Grupo Viveiros Comunitários, UFRGS, pessoal da Biologia entre outros amantes e pesquisadores dos temas afins.

Página do Grupo no Facebook: clique aqui

Parabéns pro pessoal: Marília Elisa Becker Kelen, Iana Scopel Van Nouhuys, Lia Christina Kirchheim Kehl, Paulo Brack e Débora Balzan da Silva (Organizadores), orientados pelo Prof.Dr.Paulo Brack, um grande multiplicador, defensor e pesquisador das PANCs!

cartilha-Pancs Para baixar: Cartilha-PANCs_GVC_2015

Boa Leitura, Boas Plantações, Boas Comidinhas e Bom Uso!

😀

Abraços,
Sara

Livro das PANCS!!! Do Kinupp e do Lorenzi :D :D :D

Bom Dia, Pessoal!

Saiu o livro das PANCS!!! “Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) no Brasil. Guia de indentificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas”, do Valdely Kinupp e do Harry Lorenzi (2014), Ed.Plantarum.

O meu exemplar chegou semana passada! 😀 😀 😀

O livro é lindo, as fotografias são de boa qualidade, é capa dura, tem 768 páginas de muiitas plantas, com a parte botânica, usos e receitas. Recomento muiito comprarem e divulgarem! É a riqueza do nosso país (e planeta), a AgroBiodiversidade esperando para ser (re)descoberta, valorizada, respeitada!

A imagem do livro tirei do site da Ed. Plantarum (clique aqui) e do Valdely com o livro, roubei do Blog Come-se (clique aqui).

Agora fica mais fácil sair pela rua identificando os matinhos que surgem no caminho.

Abraços e bom proveito!
Sara

Entre Estantes & Panelas discute Plantas Alimentícias Não Convencionais (SP: 26/08)

Boa Tarde,

Para quem estiver em SP (pena que não é o meu caso…), nesta segunda-feira (26/08), haverá mais uma edição do Entre Estantes & Panelas e o assunto serão as PANCs! 😀 (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com as presenças da Nutricionaista Neidi Rego, do Blog Come-se (recomendo muito para quem ainda não conhece), do Professor Valdely Kinupp (que desenvolveu a tese sobre as PANCs, em 2007 – recomendo fortemente usar a tese como guia de plantas alimentícias e de informações nutricionais e botânicas), atualmente professor no IFAM – Câmpus Manaus Zona Leste e da Chef Helena Rizzo, do Restaurante Maní.

Da página da Revista Menu e do Blog Come-se:

21082013_estantes_panelasEntre Estantes & Panelas discute plantas alimentícias não convencionais

O Entre Estantes & Panelas, série de encontros gratuitos mensais em que se discutem os rumos da alimentação, terá sua primeira edição de 2013 no próximo dia 26 de agosto. O evento tem apoio da Livraria Cultura, que cedeu a sala de teatro Eva Herz para o debate. Nesta edição, será discutido o uso das plantas alimentícias não convencionais (panc). Essas plantas crescem espontaneamente tanto na cidade quanto no campo, em vãos de calçadas, praças e terrenos baldios. Entre as folhas comestíveis – e desconhecidas pela maioria das pessoas – há bertalhas, carurus, beldroegas, urtigas, feijões-de-asa, camapus e lírios-do-brejo.

O encontro terá a participação da chef do Maní Helena Rizzo, a blogueira e nutricionista Neide Rigo e o biólogo Valderly Kinupp. A curadoria está a cargo do sociólogo Carlos Alberto Dória e a jornalista Janaina Fidalgo, com coordenação de Camila Dias. Os convidados falarão do potencial gastronômico dessas plantas comestíveis não convencionais e discutirão ainda o fenômeno da padronização da alimentação e as tentativas para recuperação da diversidade de espécies à mesa.

Entre Estantes & Panelas – A Gastronomia do Pensar

26 de agosto, das 19h30 às 21h

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional

avenida Paulista, 2.073 – Cerqueira César (veja no mapa)

Entrada franca (retirar senhas meia hora antes; duas senhas por pessoa)

Abraços e bom findi,
Sara
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Questão de ponto de vista e de Geografia: bertalha-coração (Anredera cordifolia) – solução ou problema?

Boa Noite,

Ontem estava procurando mais informações sobre a planta com a qual trabalho/pesquiso, a bertalha-coraçãoAnredera cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae – e, eis que encontro um vídeo, que, ao mesmo tempo, é um sonho e um pesadelo!

Explico-me: há mais de um mês atrás, tivemos uma forte geada em PoA, que queimou quase todas as folha de bertalha-coração do Sítio Capororoca, de onde comprávamos as folhas para a pesquisa. Desde então, seguimos numa empreitada atrás de outras fontes de folha! Graças aos familiares e amigos(as), problema parcialmente resolvido!

Voltando ao vídeo, nele aparece uma imensidão de folhas, com muiiitas flores!!!! Um sonho, o PARAÍSO para nós!!! O tormento, o pesadelo, entretanto, para a Austrália.

É uma questão de Geografia, pode-se dizer, de um ponto de vista simpificado, aqui a espécie é nativa, não causa problemas (não é uma regra, mas até agora não achei nenhum relato de problemas com a espécie). Na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e outros vários países, todavia, é tida como espécie invasora de difícil controle, sendo proibidos o comérico e a propagação em alguns deles. É como o aspargo-de-jardim ou aspargo-samambaia (Apargus sp.), que foi introduzido como ornamental, mas que compete com as espécies nativas, e que encontrou um ambiente muiito propício ao seu desenvolvimento. Entretanto, acarreta, danos a nossa biodiversidade.

Para entender um pouquinho essa situação: as duas espécies, no contexto descrito (bertalha-coração na Austrália e aspargo-de-jardim no Brasil), são exóticas (foram trazidas de outro país, onde são nativas), de fácil propagação e de difícil controle. A bertalha-coração não dá frutos (não há nenhum relato na literatura), contudo se reproduz de forma vegetativa/assexuda, através de seus tubérculos, de onde saem novos ramos, com mais folhas e, no ambiente propício, isso ocorre de forma rápida. Já o aspargo-de-jardim, dá muitas sementes (reprodução sexuda), que são facilmente propagadas pelos animais (atuam como vetores).

Essas questões de espécies exóticas e nativas, suas relações com o ambiente natural e/ou com o no qual foram inseridas, co-evolução, competição, ecologia, entre outros, merecem um maior aprofundamento, aqui passei de forma bem superficial. Em outro momento, retomo o tema, da forma que merece.

Por hora, voltemos à questão do vídeo da bertalha-coração.

A minha alegria: quantidades infindáveis de matéria-prima!!!! A tristeza de lá: quantidades infindáveis de um problema… A minha singela sugestão de solução: me contratem!!! Preciso de grandes quantidades de biomassa!!! 😀 Além de ser uma espécie medicinal, é também alimentícia! E deliciosa!!!

O link do vídeo: clique aqui, mas já aviso: há cenas muito fortes!!! (a pesquisadora ensina como matar a planta ….)

Sobre a bertalha-coração:

Tese do Valdely Kinupp (2007): clique aqui

Artigo do KINUPP, AMARO & BARROS (2004): clique aqui

Em breve, mais informações sobre essa espécie. Para mim, tãoo querida!!! 😛

Comecei esse post de forma bem simples, só para compartilhar uma situação de ambiguidade e eis que meu lado bióloga começou a trabalhar, querendo aprofundar os temas envolvidos. Enfim, tá tarde, vou dormir. Em outro momento aprofundo mais!

Abaixo: fotos das folhas e inflorescência da bertalha-coração.

Abraços,
Sara
  

Plantas Alimentícias – Espontâneas, Não-Convencionais, Tradicionais, Yoyos…

Segundo o Rapoport (1998), das cerca de 10.000 espécies de plantas conhecidas no mundo, de 20 a 30% são comestíveis.

Esta vai ser um espaço para troca de informações/conhecimentos/saberes sobre estas plantas, fontes de nutrientes, de baixo custo, fácil manejo, mas ainda pouco conhecidas pela população.  Plantas que podem auxiliar na manutenção e garantia à Soberania e Seguranças Alimentares dos mais variados povos e etnias.

Atualmente, há uma discussão sobre a forma mais correta de as nomear; na comunidade científica da UFRGS e meios afins, são bastante conhecidas como ‘PANCs” – Plantas Alimentícias Não-Convencionais, nome esse devido à tese de doutorado do Professor Valdely Kinupp (2007).

Para outros pesquisadores, seria mais correto as chamar de Plantas Espontâneas, Plantas Tradicionais, ou outros nomes que mantivessem uma proximidade com essas espécies, de forma que os/as agricultores/as e os/as demais consumidores/as possam se apropriar desse conhecimento e fazer uso dessas plantas em sua alimentação.

Ao longo, outras opiniões e suas respectivas explicações serão postadas aqui, de forma a dar continuidade a esse e a outros debates.

Abraços,
SSM

PANCs – Tese do Valdely Kinupp (2007)

Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS

Tesedo Prof.Dr.Valdely Kinupp, orientado pela Prof.ªDra.Ingrid Barros (AGRO-UFRGS).

Baixe aqui: (10,87Mb): http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870

Resumo do autor:

Muitas espécies de plantas espontâneas ou silvestres são chamadas de “daninhas”, “inços”, “matos” e outras denominações reducionistas ou pejorativas, pois suas utilidades e potencialidades econômicas são desconhecidas. No Brasil não se conhecem estudos sobre o percentual de sua flora alimentícia e poucas espécies nativas foram estudadas em relação à composição bromatológica e avaliadas sob o aspecto sensorial e fitotécnico. Visando minimizar parte destas lacunas foi executado o presente estudo na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), Rio Grande do Sul. Realizaram-se consultas aos herbários da região e revisões bibliográficas exaustivas tanto do aspecto florístico da RMPA quanto da literatura sobre plantas utilizadas na alimentação humana. As análises bromatológicas, dos minerais e sensoriais foram realizadas de acordo com os protocolos usuais e os cultivos e manejos experimentais foram realizados dentro dos preceitos agroecológicos, em parceria com uma produtora rural. Estimou-se a riqueza florística da RMPA em 1.500 espécies nativas, sendo que 311 delas (21%) possuem potencial alimentício. Destas, 153 (49%) são acréscimos à maior listagem mundial do tema e 253 (76%) foram consumidas e ou experimentadas no presente estudo. Desta flora alimentícia foram selecionadas 69 espécies (22%) para análises dos minerais e proteínas das partes de interesse de alimentício; quatro outras espécies de grande potencial (Acanthosyris spinescens, Melothria cucumis, M. fluminensis e Vasconcellea quercifolia) tiveram suas composições bromatológica e mineral determinadas e foram caracterizadas em relação a aspectos biológicos e ou fitotécnicos e duas espécies (M. cucumis e V. quercifolia) foram avaliadas sensorialmente. Os estudos realizados mostraram o inequívoco potencial alimentício de um número significativo de espécies autóctones subutilizadas, cujo aproveitamento econômico poderá contribuir para o enriquecimento da dieta alimentar humana e o incremento da matriz agrícola brasileira e ou mundial.