PANC: Brasil tem mais de 5 mil plantas comestíveis (Jornal A Voz da Serra)

Boa Tarde,

Segue uma sugestão de leitura,

Reportagem interessante sobre as PANCS (Plantas Alimentícias Não-Convencionais), postada no dia 17/02/2017, no Jornal A Voz da Serra. Imagens e texto retirados da reportagem.

Link da reportagem: clique aqui

valdelyr-knupp_0 Valdely Kinupp (Foto: Jornal A Voz da Serra)

Abraços,
Sara

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Cores e formas no bioma pampa: gramíneas ornamentais nativas (Embrapa, 2015)

Boa Tarde,

Divulgamos aqui mais uma publicação bem interessante que chegou até nós: Cores e formas no bioma pampa: gramíneas ornamentais nativas, de Marene Marchi e Rosa Lía Barbieri (editoras técnicas), Brasília, DF: Embrapa, 2015.

Para acessar: clique aqui

Bioma-Pampa

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abraços,
Sara

Nova Cartilha das PANCs: GVC-UFRGS!

Bom Dia!

Material Novo sobre as PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencionais) do Rio Grande do Sul bem legal, do Grupo Viveiros Comunitários, UFRGS, pessoal da Biologia entre outros amantes e pesquisadores dos temas afins.

Página do Grupo no Facebook: clique aqui

Parabéns pro pessoal: Marília Elisa Becker Kelen, Iana Scopel Van Nouhuys, Lia Christina Kirchheim Kehl, Paulo Brack e Débora Balzan da Silva (Organizadores), orientados pelo Prof.Dr.Paulo Brack, um grande multiplicador, defensor e pesquisador das PANCs!

cartilha-Pancs Para baixar: Cartilha-PANCs_GVC_2015

Boa Leitura, Boas Plantações, Boas Comidinhas e Bom Uso!

😀

Abraços,
Sara

Entre Estantes & Panelas discute Plantas Alimentícias Não Convencionais (SP: 26/08)

Boa Tarde,

Para quem estiver em SP (pena que não é o meu caso…), nesta segunda-feira (26/08), haverá mais uma edição do Entre Estantes & Panelas e o assunto serão as PANCs! 😀 (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com as presenças da Nutricionaista Neidi Rego, do Blog Come-se (recomendo muito para quem ainda não conhece), do Professor Valdely Kinupp (que desenvolveu a tese sobre as PANCs, em 2007 – recomendo fortemente usar a tese como guia de plantas alimentícias e de informações nutricionais e botânicas), atualmente professor no IFAM – Câmpus Manaus Zona Leste e da Chef Helena Rizzo, do Restaurante Maní.

Da página da Revista Menu e do Blog Come-se:

21082013_estantes_panelasEntre Estantes & Panelas discute plantas alimentícias não convencionais

O Entre Estantes & Panelas, série de encontros gratuitos mensais em que se discutem os rumos da alimentação, terá sua primeira edição de 2013 no próximo dia 26 de agosto. O evento tem apoio da Livraria Cultura, que cedeu a sala de teatro Eva Herz para o debate. Nesta edição, será discutido o uso das plantas alimentícias não convencionais (panc). Essas plantas crescem espontaneamente tanto na cidade quanto no campo, em vãos de calçadas, praças e terrenos baldios. Entre as folhas comestíveis – e desconhecidas pela maioria das pessoas – há bertalhas, carurus, beldroegas, urtigas, feijões-de-asa, camapus e lírios-do-brejo.

O encontro terá a participação da chef do Maní Helena Rizzo, a blogueira e nutricionista Neide Rigo e o biólogo Valderly Kinupp. A curadoria está a cargo do sociólogo Carlos Alberto Dória e a jornalista Janaina Fidalgo, com coordenação de Camila Dias. Os convidados falarão do potencial gastronômico dessas plantas comestíveis não convencionais e discutirão ainda o fenômeno da padronização da alimentação e as tentativas para recuperação da diversidade de espécies à mesa.

Entre Estantes & Panelas – A Gastronomia do Pensar

26 de agosto, das 19h30 às 21h

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional

avenida Paulista, 2.073 – Cerqueira César (veja no mapa)

Entrada franca (retirar senhas meia hora antes; duas senhas por pessoa)

Abraços e bom findi,
Sara
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Produção Agroecológica no Sítio Capororoca (16/04/2013) – Programa Rio Grande Rural

Vídeo da Emater no Sítio Capororoca

Publicado em 16/04/2013

“A zona rural de Porto Alegre tem um núcleo forte de produção Agroecológica. Uma das propriedades rurais é o sítio Capororoca, que tem uma produção diversificada, e faz integração e troca de experiências com uma rede internacional de agricultura orgânica.”

Para ver: clique aqui

Abraços,
Sara

“Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente” (PALEARI, 2012)

Boa Tarde,

Recomendo o Guia Alimentar “Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente”  da bióloga Lucia M Paleari, professora do Instituto de Biociências (IB), Campus de Botucatu (Unesp).

A publicação é da Rede-SANS (Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável, Adequada e Solidária):

guia-alimentar-plantas-ruderais“Várias plantas que crescem em terrenos baldios ou em meio a lavouras são denominadas popularmente de mato ou plantas daninhas, no entanto, as espécies podem desempenhar papel importante à saúde e ao meio ambiente, segundo PALEARI (2012).

‘Em determinadas circunstâncias, essas plantas, cientificamente conhecidas por plantas ruderais, são a única proteção que certos solos possuem contar a erosão provocada por ventos e chuvas que carregam a camada fértil, rica em nutrientes que os recobre, para dentro dos rios e mares’, explica a bióloga.”

O Guia apresenta as características, os aspectos nutricionais, a culinária e as propriedades medicinais de 10 plantas ruderais e,  ao final, algumas receitas.

As plantas são:

caruru, beldroega, serralha, emilia, picão-roxo, picão-preto, picão-branco, quebra-pedra, taioba e ora-pro-nobis.

Para acessar o Guia “Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente”: clique aqui

Abraços,
Sara

Oficina Biodiversidade Nativa com Vivência em PANCs: dias 23 e 24/março

Bom Dia, Pessoal!

Nos dias 23 e 24/março, a Claudine e eu daremos uma oficina no Sítio Pé na Terra:

Biodiversidade Nativa com Vivência em PANCs

2013_03_Oficina-PANCS-Claudine-SSM

A Oficina

Ocorrerá dias 23 e 24 de Março, no Sítio Pé na Terra.

A oficina terá uma abordagem teórico-prática sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)  e Frutíferas do RS.

O conteúdo será dividido em 4 momentos:

– Identificação em campo

– Dicas de propagação e manejo das plantas

– Potenciais e formas de uso na alimentação

– Parte prática: Elaboração de receitas  (pão, bolo, pizza, pastas, beijús, saladas e sucos)

 As Oficineiras

– Claudine de Abreu Corrêa:

Graduada em Biologia (UFRGS). Na graduação participou das ações de extensão Viveiro Bruno Irgang: Laboratório Vivo (2009e Biodiversidade aplicada a Agricultura Familiar (2010), ambas tratando do uso e conservação de espécies nativas e/ou espontâneas na região Sul. Participou das Comissões Organizadoras do I Encontro sobre Agrobiodiversidade e Sementes Crioulas (Santa Cruz do Sul, 2010) e do Seminário Técnico sobre Frutíferas Nativas do RS: manejo, beneficiamento e comercialização (Porto Alegre, 2010). Participou da Organização da “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (PoA, 2012).

Integra a Ong InGá – Inst. Gaúcho de Estudos Ambientais desde 2009. Assumiu, em 2011,a vice-coordenação da Ong, onde é responsável pelo Projeto Pró-Frutas Nativas de Porto Alegre, viabilizado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente (SMAM/PMPA).

– Sara Stumpf Mitchell:

Graduanda em Biologia (UFRGS) e cursando o curso Técnico em Panificação e Confeitaria no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS – POA).

Participou das Comissões Organizadoras do I Encontro sobre Agrobiodiversidade e Sementes Crioulas (Santa Cruz do Sul, 2010) e do Seminário Técnico sobre Frutíferas Nativas do RS: manejo, beneficiamento e comercialização (Porto Alegre, 2010). Participou da “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (PoA, 2012), com pães a base de ora-pro-nobis (Peseskia spp.), bertalha-coração (Anredera Cordifolia  e de goiaba.

Trabalha com o uso de plantas alimentícias espontâneas na alimentação, com projetos de pesquisa, principalmente, com a espécie nativa bertalha-coração, Anredera Cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae. Em 2012, desenvolveu o projeto: “Plantas Espontâneas Nativas com aplicação em Panificação e Confeitaria”; em 2011, desenvolveu uma massa de pizza à base desta espécie.

Inscrições:

 As inscrições podem ser feitas até o dia 20/março

Valor da Oficina: R$160,00

O valor do investimento inclui: alimentação ovolactovegetariana para todo o final de semana, acomodação em alojamento, cartilha com conteúdo do curso e certificado de participação.

Vagas limitadas!

Inscrições e informações: sitiopenaterra@gmail.com, (51) 3596 1103, facebook.com/sitiopenaterra e http://www.penaterra.com.br/

Participem!

Abraços,
Sara

“I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs”: foi um sucesso!

Bom Dia!

Ontem foi a “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (abaixo, cartaz da Mostra), pena que não consegui divulgar aqui antes. A Mostra aconteceu na Feira da Cultura Ecológica, que acontece aos sábados pela manhã (e na quarta-feira à tarde), na EMATER (bairro Menino Deus – PoA). A Mostra foi promovida pela Ong InGá em parceira com a Feira da Cultura Ecológica e com apoio do MAPA (ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

A Claudine, amiga querida e uma das organizadras (Ong InGá), convidou-me para participar, com meus pães de PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencionais) – eu já tinha vendido para os Grupos de Agroecologia, no evneto sobre as Frutas Nativas, que ocorreu em novembro/2012; ela mesma tinha me convidado. Aceitei o convite: encomenda de 20 pães! Levei pães de ora-pro-nobis (Pereskia grandiflora), bertalha-coração (Anredera cordifolia) e de polpa de goiaba.

E adorei participar da Mostra!

Não consegui tirar fotos da Feirinha, mas a Lari (outra amiga querida), me fez a gentileza de fotografar.

Fotos da Lari: clique aqui

A Mostra foi um sucesso, várias pessoas passaram por lá, trocamos informações, saberes, dicas! Que venham outras! Vamos divulgar a Biodiversidade e as Delícias da Natureza e de Nossa Casa (Planeta Terra)!!!

biodiversidade-pela-boca   Foto: Lari

Mais um pouquinho sobre a ora-pro-nobis (Pereskia spp.) – Cactaceae

Boa Noite, Pessoal

Foi publicado hoje no Blog Estágio Sítio dos Herdeiros, uma reportagem sobre a ora-pro-nobis, na culinária mineira. Tem uma receita de guacamole, parece muito bom!

O gênero Pereskia é um cactus (família Cactaceae) e tem como principais espécies a Pereskia grandiflora e a Pereskia aculeata, ambas de sabor muito agradável e muiito ótimas para culinária!

Aqui, em PoA, a P.grandiflora está em florada e a P.aculeata em frutificação.

Para ver o vídeo: clique aqui

Até o final de semana, publico mais fotinhos dessas duas espécies! E quero ver se arranjo um tempinho pra testar mais umas receitinhas tb!

Abraços,
Sara

Questão de ponto de vista e de Geografia: bertalha-coração (Anredera cordifolia) – solução ou problema?

Boa Noite,

Ontem estava procurando mais informações sobre a planta com a qual trabalho/pesquiso, a bertalha-coraçãoAnredera cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae – e, eis que encontro um vídeo, que, ao mesmo tempo, é um sonho e um pesadelo!

Explico-me: há mais de um mês atrás, tivemos uma forte geada em PoA, que queimou quase todas as folha de bertalha-coração do Sítio Capororoca, de onde comprávamos as folhas para a pesquisa. Desde então, seguimos numa empreitada atrás de outras fontes de folha! Graças aos familiares e amigos(as), problema parcialmente resolvido!

Voltando ao vídeo, nele aparece uma imensidão de folhas, com muiiitas flores!!!! Um sonho, o PARAÍSO para nós!!! O tormento, o pesadelo, entretanto, para a Austrália.

É uma questão de Geografia, pode-se dizer, de um ponto de vista simpificado, aqui a espécie é nativa, não causa problemas (não é uma regra, mas até agora não achei nenhum relato de problemas com a espécie). Na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e outros vários países, todavia, é tida como espécie invasora de difícil controle, sendo proibidos o comérico e a propagação em alguns deles. É como o aspargo-de-jardim ou aspargo-samambaia (Apargus sp.), que foi introduzido como ornamental, mas que compete com as espécies nativas, e que encontrou um ambiente muiito propício ao seu desenvolvimento. Entretanto, acarreta, danos a nossa biodiversidade.

Para entender um pouquinho essa situação: as duas espécies, no contexto descrito (bertalha-coração na Austrália e aspargo-de-jardim no Brasil), são exóticas (foram trazidas de outro país, onde são nativas), de fácil propagação e de difícil controle. A bertalha-coração não dá frutos (não há nenhum relato na literatura), contudo se reproduz de forma vegetativa/assexuda, através de seus tubérculos, de onde saem novos ramos, com mais folhas e, no ambiente propício, isso ocorre de forma rápida. Já o aspargo-de-jardim, dá muitas sementes (reprodução sexuda), que são facilmente propagadas pelos animais (atuam como vetores).

Essas questões de espécies exóticas e nativas, suas relações com o ambiente natural e/ou com o no qual foram inseridas, co-evolução, competição, ecologia, entre outros, merecem um maior aprofundamento, aqui passei de forma bem superficial. Em outro momento, retomo o tema, da forma que merece.

Por hora, voltemos à questão do vídeo da bertalha-coração.

A minha alegria: quantidades infindáveis de matéria-prima!!!! A tristeza de lá: quantidades infindáveis de um problema… A minha singela sugestão de solução: me contratem!!! Preciso de grandes quantidades de biomassa!!! 😀 Além de ser uma espécie medicinal, é também alimentícia! E deliciosa!!!

O link do vídeo: clique aqui, mas já aviso: há cenas muito fortes!!! (a pesquisadora ensina como matar a planta ….)

Sobre a bertalha-coração:

Tese do Valdely Kinupp (2007): clique aqui

Artigo do KINUPP, AMARO & BARROS (2004): clique aqui

Em breve, mais informações sobre essa espécie. Para mim, tãoo querida!!! 😛

Comecei esse post de forma bem simples, só para compartilhar uma situação de ambiguidade e eis que meu lado bióloga começou a trabalhar, querendo aprofundar os temas envolvidos. Enfim, tá tarde, vou dormir. Em outro momento aprofundo mais!

Abaixo: fotos das folhas e inflorescência da bertalha-coração.

Abraços,
Sara