Cores e formas no bioma pampa: gramíneas ornamentais nativas (Embrapa, 2015)

Boa Tarde,

Divulgamos aqui mais uma publicação bem interessante que chegou até nós: Cores e formas no bioma pampa: gramíneas ornamentais nativas, de Marene Marchi e Rosa Lía Barbieri (editoras técnicas), Brasília, DF: Embrapa, 2015.

Para acessar: clique aqui

Bioma-Pampa

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abraços,
Sara

Livro das PANCS!!! Do Kinupp e do Lorenzi :D :D :D

Bom Dia, Pessoal!

Saiu o livro das PANCS!!! “Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) no Brasil. Guia de indentificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas”, do Valdely Kinupp e do Harry Lorenzi (2014), Ed.Plantarum.

O meu exemplar chegou semana passada! 😀 😀 😀

O livro é lindo, as fotografias são de boa qualidade, é capa dura, tem 768 páginas de muiitas plantas, com a parte botânica, usos e receitas. Recomento muiito comprarem e divulgarem! É a riqueza do nosso país (e planeta), a AgroBiodiversidade esperando para ser (re)descoberta, valorizada, respeitada!

A imagem do livro tirei do site da Ed. Plantarum (clique aqui) e do Valdely com o livro, roubei do Blog Come-se (clique aqui).

Agora fica mais fácil sair pela rua identificando os matinhos que surgem no caminho.

Abraços e bom proveito!
Sara

Entre Estantes & Panelas discute Plantas Alimentícias Não Convencionais (SP: 26/08)

Boa Tarde,

Para quem estiver em SP (pena que não é o meu caso…), nesta segunda-feira (26/08), haverá mais uma edição do Entre Estantes & Panelas e o assunto serão as PANCs! 😀 (Plantas Alimentícias Não Convencionais), com as presenças da Nutricionaista Neidi Rego, do Blog Come-se (recomendo muito para quem ainda não conhece), do Professor Valdely Kinupp (que desenvolveu a tese sobre as PANCs, em 2007 – recomendo fortemente usar a tese como guia de plantas alimentícias e de informações nutricionais e botânicas), atualmente professor no IFAM – Câmpus Manaus Zona Leste e da Chef Helena Rizzo, do Restaurante Maní.

Da página da Revista Menu e do Blog Come-se:

21082013_estantes_panelasEntre Estantes & Panelas discute plantas alimentícias não convencionais

O Entre Estantes & Panelas, série de encontros gratuitos mensais em que se discutem os rumos da alimentação, terá sua primeira edição de 2013 no próximo dia 26 de agosto. O evento tem apoio da Livraria Cultura, que cedeu a sala de teatro Eva Herz para o debate. Nesta edição, será discutido o uso das plantas alimentícias não convencionais (panc). Essas plantas crescem espontaneamente tanto na cidade quanto no campo, em vãos de calçadas, praças e terrenos baldios. Entre as folhas comestíveis – e desconhecidas pela maioria das pessoas – há bertalhas, carurus, beldroegas, urtigas, feijões-de-asa, camapus e lírios-do-brejo.

O encontro terá a participação da chef do Maní Helena Rizzo, a blogueira e nutricionista Neide Rigo e o biólogo Valderly Kinupp. A curadoria está a cargo do sociólogo Carlos Alberto Dória e a jornalista Janaina Fidalgo, com coordenação de Camila Dias. Os convidados falarão do potencial gastronômico dessas plantas comestíveis não convencionais e discutirão ainda o fenômeno da padronização da alimentação e as tentativas para recuperação da diversidade de espécies à mesa.

Entre Estantes & Panelas – A Gastronomia do Pensar

26 de agosto, das 19h30 às 21h

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional

avenida Paulista, 2.073 – Cerqueira César (veja no mapa)

Entrada franca (retirar senhas meia hora antes; duas senhas por pessoa)

Abraços e bom findi,
Sara
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Produção Agroecológica no Sítio Capororoca (16/04/2013) – Programa Rio Grande Rural

Vídeo da Emater no Sítio Capororoca

Publicado em 16/04/2013

“A zona rural de Porto Alegre tem um núcleo forte de produção Agroecológica. Uma das propriedades rurais é o sítio Capororoca, que tem uma produção diversificada, e faz integração e troca de experiências com uma rede internacional de agricultura orgânica.”

Para ver: clique aqui

Abraços,
Sara

“Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente” (PALEARI, 2012)

Boa Tarde,

Recomendo o Guia Alimentar “Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente”  da bióloga Lucia M Paleari, professora do Instituto de Biociências (IB), Campus de Botucatu (Unesp).

A publicação é da Rede-SANS (Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável, Adequada e Solidária):

guia-alimentar-plantas-ruderais“Várias plantas que crescem em terrenos baldios ou em meio a lavouras são denominadas popularmente de mato ou plantas daninhas, no entanto, as espécies podem desempenhar papel importante à saúde e ao meio ambiente, segundo PALEARI (2012).

‘Em determinadas circunstâncias, essas plantas, cientificamente conhecidas por plantas ruderais, são a única proteção que certos solos possuem contar a erosão provocada por ventos e chuvas que carregam a camada fértil, rica em nutrientes que os recobre, para dentro dos rios e mares’, explica a bióloga.”

O Guia apresenta as características, os aspectos nutricionais, a culinária e as propriedades medicinais de 10 plantas ruderais e,  ao final, algumas receitas.

As plantas são:

caruru, beldroega, serralha, emilia, picão-roxo, picão-preto, picão-branco, quebra-pedra, taioba e ora-pro-nobis.

Para acessar o Guia “Plantas ruderais: o mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente”: clique aqui

Abraços,
Sara

Oficina Biodiversidade Nativa com Vivência em PANCs: dias 23 e 24/março

Bom Dia, Pessoal!

Nos dias 23 e 24/março, a Claudine e eu daremos uma oficina no Sítio Pé na Terra:

Biodiversidade Nativa com Vivência em PANCs

2013_03_Oficina-PANCS-Claudine-SSM

A Oficina

Ocorrerá dias 23 e 24 de Março, no Sítio Pé na Terra.

A oficina terá uma abordagem teórico-prática sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)  e Frutíferas do RS.

O conteúdo será dividido em 4 momentos:

– Identificação em campo

– Dicas de propagação e manejo das plantas

– Potenciais e formas de uso na alimentação

– Parte prática: Elaboração de receitas  (pão, bolo, pizza, pastas, beijús, saladas e sucos)

 As Oficineiras

– Claudine de Abreu Corrêa:

Graduada em Biologia (UFRGS). Na graduação participou das ações de extensão Viveiro Bruno Irgang: Laboratório Vivo (2009e Biodiversidade aplicada a Agricultura Familiar (2010), ambas tratando do uso e conservação de espécies nativas e/ou espontâneas na região Sul. Participou das Comissões Organizadoras do I Encontro sobre Agrobiodiversidade e Sementes Crioulas (Santa Cruz do Sul, 2010) e do Seminário Técnico sobre Frutíferas Nativas do RS: manejo, beneficiamento e comercialização (Porto Alegre, 2010). Participou da Organização da “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (PoA, 2012).

Integra a Ong InGá – Inst. Gaúcho de Estudos Ambientais desde 2009. Assumiu, em 2011,a vice-coordenação da Ong, onde é responsável pelo Projeto Pró-Frutas Nativas de Porto Alegre, viabilizado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente (SMAM/PMPA).

– Sara Stumpf Mitchell:

Graduanda em Biologia (UFRGS) e cursando o curso Técnico em Panificação e Confeitaria no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS – POA).

Participou das Comissões Organizadoras do I Encontro sobre Agrobiodiversidade e Sementes Crioulas (Santa Cruz do Sul, 2010) e do Seminário Técnico sobre Frutíferas Nativas do RS: manejo, beneficiamento e comercialização (Porto Alegre, 2010). Participou da “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (PoA, 2012), com pães a base de ora-pro-nobis (Peseskia spp.), bertalha-coração (Anredera Cordifolia  e de goiaba.

Trabalha com o uso de plantas alimentícias espontâneas na alimentação, com projetos de pesquisa, principalmente, com a espécie nativa bertalha-coração, Anredera Cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae. Em 2012, desenvolveu o projeto: “Plantas Espontâneas Nativas com aplicação em Panificação e Confeitaria”; em 2011, desenvolveu uma massa de pizza à base desta espécie.

Inscrições:

 As inscrições podem ser feitas até o dia 20/março

Valor da Oficina: R$160,00

O valor do investimento inclui: alimentação ovolactovegetariana para todo o final de semana, acomodação em alojamento, cartilha com conteúdo do curso e certificado de participação.

Vagas limitadas!

Inscrições e informações: sitiopenaterra@gmail.com, (51) 3596 1103, facebook.com/sitiopenaterra e http://www.penaterra.com.br/

Participem!

Abraços,
Sara

“I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs”: foi um sucesso!

Bom Dia!

Ontem foi a “I Mostra Biodiversidade pela Boca: Frutas Nativas e PANCs” (abaixo, cartaz da Mostra), pena que não consegui divulgar aqui antes. A Mostra aconteceu na Feira da Cultura Ecológica, que acontece aos sábados pela manhã (e na quarta-feira à tarde), na EMATER (bairro Menino Deus – PoA). A Mostra foi promovida pela Ong InGá em parceira com a Feira da Cultura Ecológica e com apoio do MAPA (ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

A Claudine, amiga querida e uma das organizadras (Ong InGá), convidou-me para participar, com meus pães de PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencionais) – eu já tinha vendido para os Grupos de Agroecologia, no evneto sobre as Frutas Nativas, que ocorreu em novembro/2012; ela mesma tinha me convidado. Aceitei o convite: encomenda de 20 pães! Levei pães de ora-pro-nobis (Pereskia grandiflora), bertalha-coração (Anredera cordifolia) e de polpa de goiaba.

E adorei participar da Mostra!

Não consegui tirar fotos da Feirinha, mas a Lari (outra amiga querida), me fez a gentileza de fotografar.

Fotos da Lari: clique aqui

A Mostra foi um sucesso, várias pessoas passaram por lá, trocamos informações, saberes, dicas! Que venham outras! Vamos divulgar a Biodiversidade e as Delícias da Natureza e de Nossa Casa (Planeta Terra)!!!

biodiversidade-pela-boca   Foto: Lari

Mais um pouquinho sobre a ora-pro-nobis (Pereskia spp.) – Cactaceae

Boa Noite, Pessoal

Foi publicado hoje no Blog Estágio Sítio dos Herdeiros, uma reportagem sobre a ora-pro-nobis, na culinária mineira. Tem uma receita de guacamole, parece muito bom!

O gênero Pereskia é um cactus (família Cactaceae) e tem como principais espécies a Pereskia grandiflora e a Pereskia aculeata, ambas de sabor muito agradável e muiito ótimas para culinária!

Aqui, em PoA, a P.grandiflora está em florada e a P.aculeata em frutificação.

Para ver o vídeo: clique aqui

Até o final de semana, publico mais fotinhos dessas duas espécies! E quero ver se arranjo um tempinho pra testar mais umas receitinhas tb!

Abraços,
Sara

Questão de ponto de vista e de Geografia: bertalha-coração (Anredera cordifolia) – solução ou problema?

Boa Noite,

Ontem estava procurando mais informações sobre a planta com a qual trabalho/pesquiso, a bertalha-coraçãoAnredera cordifolia (Ten.) Steenis, Basellaceae – e, eis que encontro um vídeo, que, ao mesmo tempo, é um sonho e um pesadelo!

Explico-me: há mais de um mês atrás, tivemos uma forte geada em PoA, que queimou quase todas as folha de bertalha-coração do Sítio Capororoca, de onde comprávamos as folhas para a pesquisa. Desde então, seguimos numa empreitada atrás de outras fontes de folha! Graças aos familiares e amigos(as), problema parcialmente resolvido!

Voltando ao vídeo, nele aparece uma imensidão de folhas, com muiiitas flores!!!! Um sonho, o PARAÍSO para nós!!! O tormento, o pesadelo, entretanto, para a Austrália.

É uma questão de Geografia, pode-se dizer, de um ponto de vista simpificado, aqui a espécie é nativa, não causa problemas (não é uma regra, mas até agora não achei nenhum relato de problemas com a espécie). Na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e outros vários países, todavia, é tida como espécie invasora de difícil controle, sendo proibidos o comérico e a propagação em alguns deles. É como o aspargo-de-jardim ou aspargo-samambaia (Apargus sp.), que foi introduzido como ornamental, mas que compete com as espécies nativas, e que encontrou um ambiente muiito propício ao seu desenvolvimento. Entretanto, acarreta, danos a nossa biodiversidade.

Para entender um pouquinho essa situação: as duas espécies, no contexto descrito (bertalha-coração na Austrália e aspargo-de-jardim no Brasil), são exóticas (foram trazidas de outro país, onde são nativas), de fácil propagação e de difícil controle. A bertalha-coração não dá frutos (não há nenhum relato na literatura), contudo se reproduz de forma vegetativa/assexuda, através de seus tubérculos, de onde saem novos ramos, com mais folhas e, no ambiente propício, isso ocorre de forma rápida. Já o aspargo-de-jardim, dá muitas sementes (reprodução sexuda), que são facilmente propagadas pelos animais (atuam como vetores).

Essas questões de espécies exóticas e nativas, suas relações com o ambiente natural e/ou com o no qual foram inseridas, co-evolução, competição, ecologia, entre outros, merecem um maior aprofundamento, aqui passei de forma bem superficial. Em outro momento, retomo o tema, da forma que merece.

Por hora, voltemos à questão do vídeo da bertalha-coração.

A minha alegria: quantidades infindáveis de matéria-prima!!!! A tristeza de lá: quantidades infindáveis de um problema… A minha singela sugestão de solução: me contratem!!! Preciso de grandes quantidades de biomassa!!! 😀 Além de ser uma espécie medicinal, é também alimentícia! E deliciosa!!!

O link do vídeo: clique aqui, mas já aviso: há cenas muito fortes!!! (a pesquisadora ensina como matar a planta ….)

Sobre a bertalha-coração:

Tese do Valdely Kinupp (2007): clique aqui

Artigo do KINUPP, AMARO & BARROS (2004): clique aqui

Em breve, mais informações sobre essa espécie. Para mim, tãoo querida!!! 😛

Comecei esse post de forma bem simples, só para compartilhar uma situação de ambiguidade e eis que meu lado bióloga começou a trabalhar, querendo aprofundar os temas envolvidos. Enfim, tá tarde, vou dormir. Em outro momento aprofundo mais!

Abaixo: fotos das folhas e inflorescência da bertalha-coração.

Abraços,
Sara
  

“Edible Plant Project” – Projeto Plantas Comestíveis

Boa Tarde, Pessoal

Estou, aos poucos, retomando o blog. Estava procurando mais informações sobre as PANCs, hortaliças espontâneas, plantas comestíveis, wild edible food, enfim, e achei um site de um projeto bem interessante, na Flórida, EUA, o

“Edible Plant Project”.

Sobre o projeto, da página deles:

The Edible Plant Project (EPP) is a volunteer-based, 501c3 nonprofit organization working to promote edible landscaping and local food abundance in North Central Florida. The goal of the EPP is to create positive alternatives to the unsustainable food system in this country.”

[Tradução literal: “O Projeto de Plantas Comestíveis (PPE – em inglês) é baseado em trabalho voluntário, a organização 501c3 sem fins lucrativos trabalhando para promover o paisagismo comestível e abundância local de alimentos no norte da Flórida Central. O objetivo do EPP é criar alternativas positivas para o sistema alimentar insustentável neste país.”]

O site tem boas informações sobre as plantas e, junto da explicação de cada uma, tem o nome científico, o que ajuda bastante, já que nome popular varia conforme cultura/localidade. Tem várias plantas que temos por aqui e tem links interessantes para cada uma.

Para acessar o site: clique aqui

Recomendo dar uma olhada!

Abraços,
Sara